veja bem,

Já parou pra pensar que não paramos mais pra pensar?

O que a gente lê, ouve e vê, repete.

Nossas respostas e idéias vão se padronizando.

Cada detalhe da rotina é automático.

Até as horas eu olho sempre nas mesmas horas.

“Você gosta disso?” - “Não!” … Mas “não” por quê?

“Não” por que sim (?)

Amélia quer mais

Cansou-se da louça e da roupa pra lavar

Não vai pôr a mesa hoje

Salgou com tristeza o feijão

Salgou demais!

Mas não almeja, também,

Ser manequim de um Zé Alguém

Não quer ser mimada

Quer a própria vida, dela, como quiser.

Amélia quer mais…

Quer ser mulher

De verdade.

Que será que vem

Depois da tempestade?

O que tem além

Desse oceano de incertezas:

Calmarias, correntezas, outras terras?

Será que os trilhos findam

Dentro desse túnel?

Os trens continuam, param ou retornam?

Que será? - Sei não.

Mas até lá, tem chão.

A vida demanda demais!

E a gente emenda, desfaz,

Reclama e vem mais…

Mais compromisso é preciso

Pra lidar com tantos compromissos

E com isso mais preguiça

“Mas que preguiça é essa?!”, perguntam.

É cansaço da festa que não teve

Do sono que foi breve, inconstante

De querer o controle que está tão distante.

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fuckyourhumanity:

Vê isso meu amor donthidebaby